democracia
Seu princípio básico é o direito igual para todos de ocuparem cargos de governo e determinarem a maneira de agir do governante.
À primeira vista isso parece um sistema encantador; torna-se, porém, desastroso porque o povo não está devidamente preparado para selecionar os melhores governantes.
"Quanto ao povo, ele não tem compreensão e apenas repete o que apraz a seus governantes lhe dizer" (Platão. Protágoras, 317).
Este povo é capaz de reeleger políticos comprovadamente corruptos (Maluf, Sarney, José Genoíno etc). Fernando Collor, por exemplo, teve seus direitos políticos cassados por 8 anos e logo voltou à cena política nacional eleito senador para enfim ser, em julho de 2009, bajulado pelo presidente Lula. A glória da democracia fraudada.
O governo das massas é um mar revolto por onde navega o navio do estado: cada vento de oratória agita as águas e desvia o curso. A multidão aprecia tanto ter sua vaidade aliciada, tem tanta fome de mel, que, ao fim, o bajulador mais sem escrúpulos, intitulando-se "protetor do povo", atinge o poder supremo.
É loucura deixar-se ao capricho e à credulidade das massas ignaras a seleção dos ocupantes dos cargos de governo.
Se Platão, ao lado de Sócrates e Aristóteles um dos três maiores filósofos da Antigüidade Clássica, vivendo em uma sociedade culta, erudita e repleta de valores éticos, era contra a democracia, por que devemos considerá-la a melhor forma de governo, quando vivemos em sob a égide de uma justiça corrupta, em uma democracia fraudada e uma sociedade decadente e hipócrita?
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