Ataques a Ônibus em salvador: wagner pediu o penico

Desta vez não dá para comer uma carninha frita e beber uma geladinha, não é, governador Wagner e secretário César Nunes?

O governador Jaques Wagner (PT) pretende convocar a ajuda da Força Nacional de Segurança Pública para contornar a situação de violência na capital baiana.

Tráfico de drogas em SalvadorMais três incêndios a ônibus coletivos e um ataque à loja da Cesta do Povo do bairro de Alto de Coutos deram sequência, nesta terça-feira 8 de setembro de 2009, à série de atentados atribuídos a grupos de traficantes iniciada no feriado de 7 de setembro. Pelo menos seis pessoas saíram feridas nos episódios. Entre elas, os dois homens que acabaram recebendo os tiros destinados aos militares que faziam a segurança da Cesta do Povo. Encapuzados e portando submetralhadoras, revólveres e pistolas, os bandidos não conseguiram atingir os PMs, que se esconderam nas dependências da loja, mas feriram nas pernas Edmilson Souza, 51 anos, e Rafael Conceição, que estavam no estabelecimento e foram levados para o Hospital João Batista Caribé, onde foram medicados. “Eu fui lá pagar minha luz”, disse Rafael, que não quis dar mais declarações nem permitiu fotografias.

Às 17h30, a Polícia Civil prendeu três suspeitos de participar da quadrilha que invadiu a Cesta. Adriano dos Anjos Oliveira, 30, Denisson Gomes Lacerda, 23, e Jucimar dos Santos Ferreira, 18, foram detidos juntos na Invasão Nova Constituinte e chegaram a sorrir abertamente quando apresentados. Segundo o delegado Damasceno, da 5ª CP (Periperi), eles arquitetavam o incêndio do Centro de Abastecimento de Paripe. Outro traficante foi preso com armas em Tancredo Neves.

A questão da segurança pública foi tema de caloroso debate, na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, entre a oposição e parlamentares da base do governo na Bahia. Em Brasília, o deputado ACM Neto (DEM) acusou o governador e o secretário César Nunes de terem um olhar “leniente, complacente e acomodado”, e sugeriu a convocação da Força Nacional de Segurança.

Ao reagir às acusações, o petista Luiz Alberto disse que a violência, que atinge principalmente a capital, “é resultado de um processo anterior, do qual ACM Neto fez parte, e que sucateou as políticas públicas do Estado”. Em território baiano, o embate não foi menor. O deputado governista, Capitão Tadeu (PSB), fez coro à oposição e afirmou que ingressa, hoje, no MP com “ação por negligência” contra o secretário da Segurança. “Ele soube dos atentados contra os módulos e nada fez para proteger os policiais”.

Como de costume, os incompetentes petistas colocam a culpa no passado. Por fim, Pedro Álvarez Cabral será o único culpado.

 

 

 

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