o ladrÃo mora AO LADO: JOSÉ ROBERTO ARRUDA
E pensar que um ladrão mora ao lado da residência d'O Santo, hein? Isto é um sacrilégio.
Pois é, agentes da Polícia Federal de Brasília cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na Câmara Legislativa e em gabinetes de assessores do governo do Distrito Federal.
O governador José Roberto Arruda (DEM) é um dos principais envolvidos neste novo escândalo que abala Brasília.
A procuradora federal Raquel Dodge, do Ministério Público Federal, acompanhou a operação. Cinco agentes entraram nos gabinetes dos deputados distritais Eurides Brito (PMDB), Rogério Ulysses (PSB), Leonardo Prudente (DEM) e da presidência.
A investigação começou no dia 24 de setembro, depois que a PF teve acesso a indícios - documentos e gravações, inclusive em vídeo - de um esquema de arrecadação e distribuição de propinas que operaria no governo do Distrito Federal, e envolveria o governador e secretários.
De acordo com a PM, os processos correm em segredo de Justiça e não há informações do total de mandados nem sequer o motivo da operação. Não há mandados de prisão, segundo a PF.
José Roberto Arruda (DEM) informou, por meio de sua assessoria, que “não se lembra" de doação da construtora Camargo Corrêa para sua campanha em 1998, como suspeita a Polícia Federal (PF).
De acordo com a corporação, documentos apreendidos na Operação Castelo de Areia apontam supostos repasses em dólares “por fora” da empresa para financiar suas campanhas eleitorais. Ele ressaltou que, “se existiu, foi devidamente contabilizada e, com certeza, não foi em dólar”.