lula e sarney
Ao constatar a fragilidade política de José Sarney (PMDB-AP) e a possibilidade dele renunciar ao cargo de presidente do Senado, o presidente Lula foi obrigado a reforçar a mobilização governista para dar sustentação ao seu corrupto aliado.
Os senadores petistas chegaram a pedir o afastamento de Sarney do cargo por 30 dias, mas decidiram não oficializar a proposta depois de forte pressão da direção do partido e do presidente Lula [Ô senador Mercadante, deixa de pose e salva logo a pele de Sarney ... ]. A líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), chegou a receber telefonema de Lula ordenando que defendesse o imperador do Maranhão.
Lula reforçou que era preciso defender Sarney e que a possível saída do parlamentar causaria grande estrago político ao governo e à eleição da Dilma Roussef ("doutora" pela Unicamp).
Houve, então, um recuo da bancada petista, e os que pediam afastamento tornou-se minoria. Num encontro na casa de Sarney, estiveram 10 dos 12 senadores petistas, com a ausência de Tião Viana (AC) e Flávio Arns (PR). Na conversa, Eduardo Suplicy (SP) e Marina Silva (AC) voltaram a pedir o afastamento temporário. Sarney respondeu que essa não era a solução. Afirmou que tem compromisso com o governo Lula e que essa era crise política. E deu a última cartada.
- Se sou um obstáculo, eu renuncio. Mas, antes, vou conversar com o presidente Lula - disse Sarney.
O Senado Federal é uma vergonha nacional.
Fonte primária: O Globo